29 de junho de 2012

As lembranças de uma perda

Por estes dias voltou-se a falar bastante do Angélico Vieira, a propósito do aniversário da sua morte.

E eu volto a pensar como é possível uma vida tão jovem, uma pessoa com tanta energia, que ainda por cima era giro em todas as horas (Atenção, que com isto não quero dizer que só deviam morrer os feios!!!) pode partir de uma maneira tão brutal e prematura.

E tudo isto me leva a Setembro de 2008, onde também num acidente de automóvel perdi um primo, na flôr dos seus 33 anos. Poderão passar anos e anos, que jamais esquecerei aquele dia, aquela sensação de horror, de impotência, de perda... Jamais esquecerei tudo o que vivemos naqueles dias até ao funeral, e jamais esquecerei a brutalidade de sentimentos que nos assolam num momento destes. Quase 4 anos depois, lembro-me de cada pormenor do que vivemos como se fosse hoje.
Já tinha perdido outros familiares, principalmente a minha avó paterna quando eu tinha apenas 18 anos, mas nada se assemelhou a isto. Demorei quase um ano a conseguir aceitar minimamente a sua perda.

Mas quero muito acreditar que o meu primo, que era tão próximo de mim e me dizia tanto, está num sitio bonito, juntamente com o Angélico e tantos outros jovens que partem prematuramente todos os dias.
Quero muito acreditar que era o destino dele partir naquele dia, aquela hora.
E quero muito acreditar que a forma enérgica, intensa e poderosa com que ele viveu a vida, fez com que tivesse partido feliz e com a sensação de que tinha vivido muito.
Mas mesmo assim, ainda tinha muito mais para viver e a revolta pela sua partida ainda hoje paira no meu espírito! (mesmo que mais branda e suave, acho que ela nunca irá deixar-me)

E é por tudo isto que sinto uma solidariedade enorme com toda a família do Angélico e principalmente com a sua mãe. Acredito que para uma mãe, a perda de um filho é uma coisa tão brutal que jamais se conseguirá recuperar das trevas, mesmo com o passar dos anos e o atenuar da dor. (Ela atenua, mas nunca passa!)

9 comentários:

amiga da onça disse...

Perder um filho é contra natura.
Devia de ser proíbido.
A minha filha era amiga dele e ainda hoje chora com a sua ausência.Tem sofrido muito.

Sandrinha disse...

O Angélico partiu no mesmo dia que o meu pai...
É uma data muito triste... Para mim, e não só...

Silvana Santos disse...

Perder alguém provoca sempre grande dor mas perder um filho deve ser a maior que existe neste mundo. Eu choro só de pensar!

Quase nos "entas" disse...

è muito triste sim...
Pelos Angélicos da vida e pelas mães que "morrem" tambem naquele dia....
Como diz a amiga da onça...é anti natura....
lamento a morte do teu primo
Mil beijinhos

amiga da onça disse...

Sandrinha - Um beijinho e força.

Mamã de Salto Alto disse...

A morte,principalmente assim,deve ser horrível.Um filho,jovem....deve ser um horror!!!

S* disse...

É muito triste de recordar. Não era fã dele, nada disso, mas parecia-me um rapaz muito sensato e boa pessoa.

Viagem com tudo incluído disse...

Sandrinha um enorme beijinho, pois acredito que não é nada fácil passar estes dias onde as recordações parece que ficam ainda mais frescas! Muita força :)

Anónimo disse...

Não consigo imaginar a dor de uma mãe ou um pai ao perder um filho. É verdade que o tempo atenua mas não faz com que passe, pois só de ler o que escreves-te sobre o nosso primo as lágrimas caiem-me pela cara sem que as consiga conter.
Eterna Saudade.
M.