14 de novembro de 2012

A ausência de uma pessoa especial

Faz hoje um ano que a minha tia partiu!
A minha mãe não tem irmãos  e o meu pai teve apenas uma irmã. Digo teve, pois foi precisamente esta irmã que, faz hoje um ano, nos deixou. Tinha 60 anos e quanto a mim era uma mulher ainda muito nova e com muito para dar a este mundo.
Mas a vida, o destino, ou Deus (sinceramente não sei), encarregou-se de a levar, e nós apenas temos de aceitar esse facto.
Ficam as lembranças muito boas que como sobrinha próxima, cúmplice e muito acarinha guardarei sempre.
E fica também a grande lição que uma pequena grande mulher nos deixou a todos.

A minha tia lutou durante 10 anos contra o cancro. Venceu inúmeras batalhas contra uma doença cruel e que dá muito poucas tréguas. Dizia sempre que não havia um dia nestes últimos dez anos em que não tivesse sentido dores, mas mesmo assim não ia ceder, nem entregar-se. E podem crer que nunca o fez.

Esteve internada três meses seguidos antes de partir, e visitei-a todos os dias durante esse tempo. Nas piores fases, ia vê-la na hora de almoço também com medo de ser tarde de mais se apenas lá fosse ao fim do dia.
Eu, os meus pais, irmã, primas e tio NUNCA a deixámos sozinha e estivemos com ela até quase ao último suspiro. É muito complicado reproduzir em palavras o que vi horas antes da minha tia nos deixar. Nunca tinha estado perto de uma pessoa moribunda (desculpem a frieza da palavra, mas não há outra que possa usar).
Mas mesmo neste estado, acreditem que ela não queria ceder. Lutou como uma verdadeira heroína  Não queria deixar a vida, pois esta era preciosa de mais. Mas a vida quis que ela a deixasse e a última batalha ela não conseguiu vencer.

Hoje é um dia de grandes emoções. Escrevo este texto com as lágrimas a correr pela cara. Mas aliada à tristeza, sinto um orgulho enorme por poder dar o testemunho da história da minha tia. Sinto um enorme orgulho por ter partilhado 25 anos da minha vida com ela. Por ter aprendido, rido, chorado com ela e por ela.
Foi uma grande mulher, com um feitio nem sempre fácil, e com um orgulho bem maior do que o seu 1,50m de altura, e é por tudo isto que sempre a recordarei e que irei com toda a certeza explicar aos meus filhos que um dia tive uma grande tia, que a vida levou, mas que nunca esquecerei!!

Tenham um óptimo dia***
(Por causa da greve, hoje estou a trabalhar em casa)

12 comentários:

Opinante disse...

Sinto muito :S

amiga da onça disse...

Amiga um beijinho muito sentido por tudo o que escreveste, e por um ser tão rico ter feito parte de tua vida.


Amiga estão a organizar um jantar de Natal em Lisboa e outro no Porto em Lisboa é dia 1 no Porto dia 8.
Mas deixo-te o email da "Quadripolaridades"para te informares melhor do jantar em Lisboa,ana_jerf@netcabo.pt, se estiveres mais perto do Porto vê com "as minhas pequenas coisas. Beijinhos e até lá :)

S* disse...

Lamento muito, há pessoas que nos marcam para sempre.

O Sexo e a Idade disse...

Oh...um beijinho no coração!

OrquideaBranca* disse...

R: quando lá for eu digo tudo ao pormenor :)

Ovelha Flor Guerreira disse...

Um grande beijinho! E deve ter sido uma grande mulher!!! Estará, certamente em paz!

Mamã de Peep-Toe disse...

Lamento!A morte de quem se ama,é profundamente desgastante.Ainda bem,que deixou tanto carinho e amor!

AngieM disse...

Um beijinho cheio de força para ti, deve ter sido mesmo uma mulher maravilhosa. A vida é mesmo assim, por vezes injusta.

p.S. Muito obrigada, eu estou mesmo muito feliz por ter conseguido :))

Palco do tempo disse...

um beijinho na alma!

Sandrinha S. disse...

É sempre muito complicado perder alguém que amamos, ainda mais quando essa pessoa luta, que nem um guerreiro para viver, eu sei, também já assisti a isso... Mas encheu a vossa vida, e a passagem dela cá, embora que curta, foi vivida e apreciada por todos vós...

Um grande beijinho!

O Blog da S. disse...

É uma doença cruel mas ainda assim acho que as pessoas não a valorizam suficientemente. Criaámos hábitos de vida péssimos. A maior parte das coisas que comemos são coisas produzidas quimicamente. Antigamente fazíamos o pão, os bolos, tudo em casa. Agora, cada pão que comemos, é mais quimicos do que farinha. Quando comemos um donut, o que é que aquilo tem de natural? Quando bebemos um sumo, o que é que aquilo tem de natural? Fruta não é de certeza.
E na minha opinião, tudo isso degenera o nosso sistema e provoca doenças graves.
Além disso, fazemos pouco exercicio físico.
Enfim, foi só um desabafo, sou muito a favor da prevenção do cancro.

Bjs.

Anónimo disse...

Faço minhas as tuas palavras, pois como sempre conseguis-te colocar tudo em palavras. Eterna saudade..

Irmã