
Eduardo Cintra Torres, conhecido crítico de televisão que eu já tive oportunidade de ouvir pessoalmente mais do que uma vez, fez uma
crítica sobre o programa Alta Definição da Sic apresentado pelo Daniel Oliveira. Perante tal crítica o próprio Daniel Oliveira, escreveu um contraditório no facebook do programa, o qual podem ler
aqui.
No tal texto de ECT, este escreve que no programa citado os entrevistados "
entregam-se a Oliveira como a um padre no confessionário.", dizendo entre muitas outras coisas que o programa “
não informa sobre assuntos de interesse geral".
Quanto a mim o Daniel Oliveira nem se devia ter dado ao trabalho de escrever um contraditório. Confesso que gosto o programa, e apesar de não deixar de fazer a minha vida para o ver, quando posso e acho que o convidado vale a pena, gosto sempre de ver. Acho que este tipo de programa não tem de ser considerado um programa jornalístico só porque contém uma entrevista e muito menos pode ser considerado um programa que não informa sobre assuntos de interessa geral, pois isto do interesse geral é completamente subjectivo, e parece-me que o objectivo do programa também não é ser um programa cultural onde os temas centrais devem ser livros, política e outros que tais. Parece-me mais que o objectivo do programa é mais fazer uma entrevista diferente, a pessoas que talvez o público conheça mal, ou simplesmente nunca tenha visto daquela forma. Acho que nos dá uma perspectiva diferente de muitas pessoas que muitas vezes entram nas nossas casas, seja pela TV, livros, Musica, etc. É um programa de entretenimento e ponto! Também acho que se gosto de um escritor, por exemplo, não tenho obrigatoriamente que o conhecer bem, mas se o programa existe, e ele aceita o convite para lá ir, porque não ver a ficar a conhecer melhor a pessoa?
E também não concordo nada com ECT quando este diz que a essência das entrevistas é apenas uma: a cusquice. Acho que se formos por ai, teríamos de comparar este programa a muitas revistas cor-de-rosa à venda em Portugal, e confesso que não consigo encontrar qualquer paralelo entre um e outro meio de comunicação.
Sei que as críticas televisivas, musicais, literárias e outras são importantes e muitas vezes até úteis, mas parece-me que cada vez mais há um intuito de criticar só pelo simples prazer de dizer mal, sem grande intuito informativo, e dando sempre uma perspectiva direccionada com as facções que o próprio critico segue, e por isso começo a cada vez mais desacreditar nas criticas, assim como em quem as escreve. Com isto tudo, concluo que cada vez mais as criticas e a imparcialidade estão de costas voltadas e tenho pena que assim seja!